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    A violência é definida como a relação social em que o diálogo desaparece devido à negação do outro, sem espaço para argumentos ou negociações, isto é, utiliza da "força" como meio de atingir alguém, outro ou a si mesmo, o que pode acarretar em defasagens físicas ou psicológicas. Historicamente, o Brasil passou por inúmeras situações agressivas em sua formação, como o genocídio indígena, o qual o país até hoje se destaca dentro da América Latina, a escravidão feroz advinda de Portugal e abolida somente em 1888, possuindo graves reflexos, entre outras. Atualmente, a violência urbana se mantém elevada e brutal, como retrato desse passado hostil, o que possibilita sua prejudicial naturalização.
       Os fundamentos da violência são baseados, em sua maioria, pela desigualdade social e preconceitos históricos, visto que aqueles com menor poder aquisitivo, geralmente, acabam por recorrer à criminalidade para se sustentarem, o que envolve massivamente violência. Além disso, a subjugação das mulheres, por exemplo, esteve enraizada na sociedade desde a origem do país. Ainda que o movimento feminista tenha garantido muitos avanços pela história, o que proporcionou maior participação ativa dentro da comunidade social, existem resquícios dessa cultura patriarcalista. Dessa forma, fomentam-se atitudes agressivas como o feminicídio, homicídio motivado por discriminação de gênero, ou por violência doméstica, ou seja, crime cometido contra mulheres por serem mulheres.
      Em 2018, mais de 50 mil pessoas foram assassinadas, vítimas de crimes violentos, em um país cujo início marcou-se por preconceitos injuriosos e agressivos, reiterados ainda nos dias atuais. No entanto, não é apenas o passado que influência a sociedade e a modela, mas também a tecnologia, a qual dissemina qualquer informação rapidamente e possibilita anonimidade. Assim, noções de violência podem ser muito observadas, como jogos com o único intuito de matar, filmes de heróis que salvam o mundo através da luta, frases de ódio compartilhadas com frequência, ou seja, várias pessoas se revelam com pensamentos preconceituosos e violentos e encontram outros que acreditam no mesmo.
     Com o intuito de tornar a violência uma necessidade de última instância, as leis de respeito ao próximo, tolerância e não preconceito devem ser cumpridas, conceitos ensinados nas escolas como meio de convivência para com o próximo, para ensinar as crianças a igualdade entre todos. Ademais, a polícia deve ser preparada para combater e prender aqueles que rompem com as leis de violência, tanto física quanto psicológica, ou ainda digital, com a capacidade de abrigar os criminosos e ensiná-los o correto, para que possam reiterar sua participação na sociedade. Bem como campanhas do governo federal, as quais devem ser lançadas de modo a influenciar os jovens a consumirem produtos menos violentos, e ofertar subsídios aos produtores dessas áreas para controlarem a agressividade pontuada e distribuída.