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    Em 2016, a revista Exame divulgou uma pesquisa sobre países mais violentos do mundo, nessa o Brasil se encontra em 16° lugar. Tal dado evidência uma realidade que vive grande parte de sua população: a violência urbana. Este fato está associado a ineficiência da polícia e gera uma sensação de insegurança.
       A falta de articulação em nível municipal, estatual e federal da polícia colabora para a manutenção do crime organizado e para o pequeno número de casos solucionados. Não há banco de dados centralizado para registrar a porcentagem de casos encerrados no Brasil, contudo considerando apenas homicídios dolosos, somente seis por cento destes são resolvidos. Além disso, para o professor do Laboratório e Análise da Violência na Universidade Estatual do Rio de Janeiro, Ignácio Cano, há uma expansão no papel dos municípios e governo federal atribuído a dois fatores: pressão da sociedade e distribuição de recursos. Entretanto, não há uma harmonização ou melhor comunicação entre as forças públicas.
       consequentemente, a violência urbana contribui para o crescimento dos ´´enclaves fortificados´´. Cada vez mais o brasileiro troca a esfera pública pela privada devido a sensação de insegurança que a hostilidade em cidades proporciona, por exemplo, shoppings e condomínios fechados são resultados e agravantes da situação de descaso de áreas coletivas que os  municípios enfrentam. Os enclaves fortificados são locais privados que em geral tem acesso restrito, proibindo o ingresso de indivíduos não autorizados, mostrando a contraposição de direitos (que são de interesse público) e produtos (que são de interesse privado).
       Desta forma, a violência urbana precisa ser combatida para juntamente acabar com a sensação de insegurança. para tanto pode ser feita uma cooperação entre polícias, ministério e defensoria pública, para mais do tribunal da justiça através de leis feitas pelo legislativo que criam mecanismos de coordenação nacional e estatal. Ademais, a criação de bancos de dados centralizados para facilitar a circulação de informações entre instituições de segurança públicas.