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    Um dos grandes problemas enfrentados atualmente no Brasil é a violência urbana. Em 2016, pela primeira vez na história, o número de homicídios no país alcançou 62517 casos, equivalente a uma taxa de 30,3 mortos para cada 100 mil habitantes. Vê-se portanto, as falhas do Estado nos fatores preventivos como educação, qualidade de vida e igualdade.
      Em primeiro plano, questões socioeconômicas são comumente apontadas como um dos fatores que estimulam a criminalidade. De fato, famílias e jovens, que vivem em uma árdua instabilidade econômica, em alguns casos, veem no crime uma opção de vida. No entanto, o governo não os aponta alternativas para uma melhor qualidade de vida, dado que os índices de desemprego só ampliam e as condições do ensino público se agravam com o passar dos anos.
      De outra parte, o número de mortes violentas é também um retrato da desigualdade racial no país, onde 71,5% das pessoas assassinadas são negras ou pardas. A sociedade brasileira ainda parece viver a reprodução da casa colonial, descrita e estudada por Gilberto Freyre em " Casa Grande-Senzala ". O autor mostra a realidade brasileira vivida nos séculos XVI ao XIX, onde a figura do patriarcado, homem branco, se mostra superior as vidas negras, até então escravas dos senhores.
      Urge, portanto, que as causas do aumento da violência no Brasil são complexas e envolvem questões culturais e socioeconômicas. Sendo assim, cabe ao governo implantar políticas voltadas a juventude, investindo em estratégias de prevenção da evasão escolar, uma vez que a educação diminui a porta de entrada de jovens no circuito da violência e reduz a desigualdade intelectual entre os alunos, tornando-os capazes de lutar pela igualdade racial.