Violência urbana no Brasil

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    A urbanização brasileira se intensificou a partir da década de 60 com o êxodo rural, consequência da mecanização do campo. Dito isso, o processo foi acelerado e desordenado, com parte da população marginalizada nas periferias das cidades com condições precárias de moradia e convívio, como a falta de saneamento básico. Essa situação levou a muitas dessas pessoas, principalmente jovens, a recorrerem ao crime como alternativa de renda.
          Primeiramente, é preciso destacar a raiz do problema que se encontra na divisão das cidades brasileiras pela renda. Bairros valorizados e próximo a eles a existência de favelas, sendo o Rio de Janeiro um dos principais exemplos. De acordo com o G1, no ano de 2019, já foram registrados 386 homicídios e 18,7 roubos na cidade carioca. Além disso, também há o aumento de mortes por policias pelos confrontos entre os dois grupos.
          O preconceito existente entre alguns oficiais faz com que os óbitos de afro-descendentes seja maior. Jacqueline Sinhoretto, pesquisadora do Gevac (Grupo de Estudos sobre Violência e Administração de Conflitos) afirma que a vigilância entre jovens negros é mais rigorosa, sendo aqueles detidos acabam verbalmente ou até fisicamente atacados. No estudo é mostrado que 61% das vítimas de mortes por policiais eram negras. Isso resultando nesses grupo marginalizado frustrado com o tratamento da população branca, e assim se cria o termo impopular de "racismo reverso".
          Portando, com a discrepância entre as classes sociais citadas é preciso melhorar as condições de vida e oportunidades  para aqueles que precisam. Políticas voltadas aos jovens são necessárias de modo a não verem a criminalidade como opção. A Conanda ( Conselho Nacional dos Direitos da Criança e Adolescente), deve fazer programas para reforçar os estudos da juventude, como resgatar adolescentes que abandonaram a escola.