Violência urbana no Brasil

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    A brutalidade nas cidades brasileiras tem um índice altíssimo, que vem se mantendo basicamente constante por alguns anos. É uma situação extremamente problemática e que não deve ser levada de maneira leviana. Porém, também é bastante delicada e não pode ser gerenciada de maneira errônea, podendo piorá-la caso a seja.
          Pode ser reparado um padrão quando se diz respeito a regiões mais violentas. O racismo contribui fortemente para o alto nível de agressividade do brasileiro, não é coincidência que 71,5% dos assassinatos no Brasil sejam de pessoas negras e pardas. Além disso, a grande maioria dos casos de homicídios e mortes violentas ocorrem em favelas e bairros pobres, onde as crianças e jovens que ali crescem, não possuem muita escolha além de uma vida voltada ao crime e a violência.
    
          Porém, pode-se dizer que, a maior causa dos 553 mil assassinatos da última década seja o problema ser ignorado. Não é feito absolutamente nada pelas favelas, além de preenchê-las com policiais e uma falsa segurança. Não são dados aos moradores dos morros, recursos com que possam se erguer, para que não precisem depender dos senhores do tráfico. Não são ensinadas as crianças brancas sobre racismo e de como isso é ruim. O problema é profundo e, ao invés de ativamente tentar resolvê-lo, o governo e a população brasileira continuamente o "varrem para debaixo do tapete".
          Assim sendo, a violência urbana no Brasil tem um viés racial, econômico e social. Não é uma questão simples de ser solucionada, mas existem maneiras de ser apaziguada. Por meio de propagandas, seminários, palestras, matérias obrigatórias na escola, consegue-se ensinar à população sobre preconceitos e como eliminá-los. Oferecer escolas públicas de qualidade, assim como assistências governamentais reais para as famílias pobres e em necessidade também faria uma enorme diferença.