Violência urbana no Brasil

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    O filme brasileiro "Cidade de Deus", retrata as diversas brutalidades e desigualdades enfrentadas pela população das favelas do Rio de Janeiro. Nesse sentido, a obra fictícia aborda as inúmeras consequências que a violência pode causar não só na cidade , como também nos seus habitantes. Todavia,  fora da ficção, sabe-se que a realidade brasileira não se mostra tão distante, visto que a violência urbana é uma problemática real no país. Diante disso, tem-se que suas causas estão relacionadas com a negligência escolar, a falta de reinserção social e a individualização da sociedade.
       Nesse sentido, é indubitável que a educação é essencial ao se abordar a violência urbana, visto que por meio dela é possível modificar a realidade de diversos jovens pelo país. Todavia, existe uma negligência escolar no Brasil, já que de acordo com o IBGE, 4 em cada 10 alunos não frequentam mais a escola e, ao se abordar os jovens de periferias, tal índice cai para 2 em 10 alunos. Em virtude de tal negligência, o jovem visualiza tanto no roubo, quanto no tráfico, uma forma de desenvolvimento econômico, posto que não possuem oportunidades de desenvolvimento social no ambiente escolar.
      Além disso, sabe-se que o Brasil está entre os dez países com o maior número de presidiários do mundo, de acordo com o jornal O Globo. Esse cenário é causado, uma vez que o país não realiza projetos de reinserção social, apenas pune o indivíduo. Tal ato de punição tão somente, não promove uma reflexão efetiva no preso, fato este que contribui para a continuidade dos atos de violência urbana. Paralelo à tal situação brasileira, países europeus como Noruega, onde a taxa de violência urbana não chega a 10%,  realizam projetos sociais de reinserção social, como projetos de leitura e alfabetização.
       Ademais, observa-se no mundo globalizado atual um processo de individualização intensa, em que a população se torna cada vez menos empática e mais estressada com seu cotidiano. Tal fato faz com  atos corriqueiros, como o trânsito, sejam palcos de violência. Essa situação já foi retratada no século XX, pelo sociólogo Zygmunt Bauman que afirmava que o mundo está cada vez mais individualizado e, tal individualização faz a sociedade se tornar cada vez mais propícia a praticar atos de violência. Esse panorama foi divulgado pelo Detran , que expôs um aumento de 20% de homicídios no trânsito.
       Infere-se, portanto, que o Ministério da Educação, por meio de verbas governamentais, promova nas escolas atividades interdisciplinares que abordem assuntos como esporte, diversidade e empatia social. Tais atividades seriam feitas pelo menos uma vez ao mês e contariam com a presença de psicólogos, com a finalidade de promover uma maior inserção do jovem no ambiente escolar.Outrossim, é necessário um projeto do Governo Federal de reinserção social de presos, como atividades de costura, leitura e esporte, com a propósito de provocar uma conscientização social nos mesmos.