Envie sua redação para correção
    Segundo o Atlas da Violência, o Brasil possui taxas de homicídios anuais semelhantes aos de uma guerra civil, - a exemplo da Síria - entretanto, o país não está em guerra. Nesse contexto, é notório que a violência urbana no Estado brasileiro está descontrolada e suas principais causas são, a ausência do estado nas periferias e a estratégia adotada no combate ao crime.
     Sob o primeiro viés, o Estado brasileiro está ausente em diversas comunidades pelo brasil. Essa ausência contribui para o fortalecimento de poderes paralelos - Milícias - que ocupam o papel do governo e acabam por aliciar jovens para o tráfico de drogas, tendo em vista, que sem educação faltam oportunidades no mercado de trabalho, além da falta um pensamento crítico. Prova disso, são dados do atlas da violência que apontam homens negros, de  15 a 19 anos como mais da metade das vítimas de homicídios, e, o documentário Falcão - meninos do tráfico , em que são exibidos diversos depoimentos de crianças que por falta de escola se aliciaram ao mundo das drogas e admiram traficantes devido a ausência de boas referências.
     Além disso, segundo o Mapa da Violência, a polícia do brasileira é a que mais mata e morre no mundo, esse fato, se dá à estrategia de combate ao crime, que consiste em aumentar as punições e a repressão, não necessariamente reabilitando o indivíduo, que é o papel social das prisões. O dr. Drauzio Varella em seu livro Carandiru, descreve as condições sub humanas que os detentos vivem no Brasil, - celas com capacidade 300% acima do permitido - e, mostra como acontece o processo de reincidência no crime, tendo em vista, que os presídios falham em reabilitar o detento e acabam produzindo pessoas mais perigosas do que entraram, o que aumenta a violência por medo de retornar.
     Fica claro, portanto, que a violência urbana no Brasil tem raiz na ausência do estado. Sendo assim, para resolver esse problema é necessário, que os Governos Estaduais e Municipais, invistam em obras de infraestrutura nas comunidades carentes, com o intuito de levar escolas, programas comunitários e quaisquer outros artifícios, como por exemplo, oficinas profissionalizantes para manter os jovens longe do mundo das drogas, além de preencher a lacuna ocupada pelos poderes paralelos, o que reduzirá a médio/longo prazo os índices de violência no país. É preciso também, que os governos estaduais invistam na infraestrutura dos Presídios, para que eles possam cumprir seu papel social e reabilitar as pessoas, o que também reduzirá os índices de reincidência e consequentemente a violência nos centros urbanos. Tomadas essas medidas, os problemas citados podem ser solucionados.