Violência urbana no Brasil

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    Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a violência urbana, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pela ineficiência Estatal, seja pelo vigente preconceito racial presente na nação. Nesse sentido, convém a análise das principais causas e possíveis soluções para o problema. Em primeiro plano, é necessário pontuar a baixa intervenção do governo para com a violência urbana. Thomas Hobbes, em seu livro “Leviatã”, teoriza e expõe a importância do Estado para com a ordem do país. Sob essa ótica, os frequentes descasos e desdéns para com a segurança pública, no Brasil, como baixos salários policiais e poucos investimentos, são causas e consequências diretas da bestialidade nas cidades. Isso comprova relevância de um rearranjo na atuação da governança nacional para com essa mazela. Outrossim, destaca-se o vigente preconceito racial como impulsionador do problema. De acordo com uma matéria do jornal “BBC”, entre 2006 e 2016, a taxa de violência contra os negros cresceu 23% no Brasil. Indício disso, são as frequentes amostras de violências policiais e sociais urbanas, para com comunidades de populações predominantemente afro-brasileiras, como por exemplo, as invasões em favelas no Rio de Janeiro, colaborando assim, no aumento do panorama da violência urbana do país. Destarte, verifica-se a necessidade de transformações na comunidade nacional. Diante dos fatos supracitados, medidas devem ser adotadas para solucionar o impasse. Portanto, cabe ao Ministério da Segurança Pública, principal atuante para com o problema, intensificar a atuação governamental na brutalidade vivenciada nas cidades, por intermédio de investimentos em segurança pública e policial, com o objetivo de aumentar a seguridade populacional nos centros urbanos. Além disso, incumbe a Mídia, principal influenciadora da população, realizar conscientizações socioeducativas em relação ao racismo, por meio do Rádio e da TV, com o intuito de dirimir o vigente panorama de agressões por motivos preconceituosos. Só assim poderemos concretizar o ideal Iluminista.