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    No filme Uma noite de crime, estrelada pela Netflix, narra um mundo distópico no qual durante 12 horas o governo permite qualquer tipo de crime como forma de diminuir as taxas de criminalidade, ou seja, tenta combater a violência presente na sociedade com mais violência. Em analogia, na atual conjuntura brasileira, observa-se que, apesar de não ser permitido por lei a prática de ataques a ordem pública do país, a uma violência crescente todos os dias no meio urbano que cria um constante estado de insegurança nos cidadãos que vivem no Brasil que, ora se tornam reféns, ora algozes dessa chaga social. Dessa maneira, isso ocorre, devido as desigualdades sociais vistas historicamente, bem como métodos ineficazes do Estado para enfrentar essa violência urbana no país.
      Convém ressaltar, a princípio, que a violência presente no meio social é fruto de uma negligência histórica aos cidadãos, principalmente negros e pobres, na sociedade, visto que após a abolição da escravidão inúmeros ex-escravos somado a uma parcela da sociedade considerada de baixa renda não tiveram a oportunidades de se qualificar, além de acesso a moradias de qualidade, tendo que conquistar o seu espaço em áreas periféricas dos grandes centros urbanos. Nesse sentido, com a carência de infraestruturas básicas como segurança, trabalho, educação e de lazer nesses lugares, muitos cidadãos, em especial jovens, são reféns e algozes do crime, pois o veem como única opção de vida. Nesse viés, com essa marginalização causada por essa desigualdade, a população das cidades como um todo sentem-se amedrontadas por muito mais tempo que por 12 horas como vista no filme.
       Por outro lado, as medidas de combate à essa problemática oferecidas pelo Estado tem-se mostrado ineficientes. Isso pode ser comprovado quando se menciona a intervenção feita em uma das maiores favelas do Brasil localizada no Rio de janeiro, que tinha como objetivo combater o tráfico e consequentemente a violência. Contudo, segundo o jornal O globo, houve um aumento de 37% de mortes em tiroteios, evidenciando que ao enfrentar a problemática de maneira ostensiva comprovou a visão do filósofo alemão Schiller de que a violência é sempre terrível mesmo quando a causa é justa. Logo, isso demonstra que o foco do impasse não está sendo combatido para diminuir a criminalidade.
       Portanto, percebe-se que, para diminuir as taxas de criminalidade no país é indispensável investir em ações preventivas para que assim não precise utilizar a força como resolução. Para tanto, o Governo Federal em parceria com ONG´s, propicie investimentos em programas sociais como a construção espaço de lazer e aprendizagem, bem como promover a qualificação profissional e educacional através de escolinhas comunitárias para que assim recebam as oportunidades que os seus antepassados não tiveram. Pois, dessa forma, o Estado de fato fará o que é previsto nas leis e não omisso como no filme.