Violência urbana no Brasil

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    A ONU ( Organização das Nações Unidas) proclama a Declaração Universal dos Direitos Humanos como o ideal a ser atingido por todos os povos e todas as nações. Todavia, no Brasil, esse ideal é uma realidade distante, visto que a violência é um problema que precisa de reparos. Para isso, convém analisar as causas, consequências e possíveis soluções para esse entorno. 
          Segundo dados do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), a priori, a violência não está dividida de forma homogênea no Brasil, sendo maior nas regiões Norte e Nordeste e entre negros. Isso se deve às desigualdades, tanto sociais, quanto regionais. Durante o período colonial no Brasil, ocorreu o afastamento dos moradores pobres para a periferia da cidade do Rio de Janeiro em prol do aperfeiçoamento da urbe, gerando uma diferenciação entre ricos e pobres e entre etnias, denominada desigualdade social. De forma análoga, as regiões desde a colonização do país sofrem distinções, dado que o Norte e o Nordeste foram demasiadamente explorados, enquanto o Sul e o Sudeste foram planejados, desenvolvidos e industrializados. 
          Além disso, outro fator precursor para o aumento da violência urbana, no Brasil, é o descaso governamental no que tange à educação, à oportunidades de emprego e ao aprimoramento das políticas públicas. Para o filósofo contratualista John Locke, o Estado tem o dever de proteger os direitos individuais da população, contudo, no Brasil, o próprio Estado quebra esse acordo sociopolítico, pois não investe na educação básica nas comunidades pobres, tampouco na segurança da população, muito menos em políticas públicas para promover o bem-estar social entre as classes. Dessa forma, é inadmissível que os direitos individuais e os civis, como a educação e segurança, sejam violados, gerando pobreza e consequentemente, violência. Tal situação é caótica, contudo, mutável. 
           Logo, sabe-se que os principais fatores para a pertinência da violência urbana em solo brasileiro são as desigualdades e a negligencia do governo diante desse panorama. Desse modo, cabe ao Estado cumprir com o acordo sociopolítico, defendido por Locke, por meio de investimentos na educação do ensino básico, com a contratação de professores especializados e construção de escolas em bairros periféricos. Além do mais, devem ser investidos milhões na segurança pública, mediante aumento salarial das milícias e criação de postos de segurança 24 horas em diversos bairros da cidade e ainda, devem ser criados empregos bem renumerados voltados para a população desempregada e precária, por meio da criação de empresas e assim, findar com a desigualdade social.