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    Promulgada pela ONU em 1948, a declaração dos direitos humanos garante a todos os indivíduos o direito à segurança e ao bem-estar social. Conquanto, a violência urbana brasileira que vem destruindo a vida de milhares de jovens impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nessa perspectiva esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada. 
     A educação é o fator principal no desenvolvimento de um País. Hodiernamente, o Brasil ocupa a nona posição na economia mundial, consequentemente seria racional acreditar que o mesmo possui um sistema de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido no aumento da violência urbana. Segundo o jornal O Globo 71,5% das pessoas vitima de morte violenta são negros ou pardos. Diante do exposto, é notório que fatores raciais agravam esse retrato violento, além de fatores de gênero e social que geram diariamente a morte de milhares de mulheres e jovens de baixa renda. 
     Faz-se mister ainda salientar a falta de preparo das policias civis e militares como impulsionador desses crimes. De acordo com Zygmunt Gaiman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da "modernidade líquida" vivida no século XXI. Diante de tal contexto, é de grande urgência que a sociedade se questione e não aceite a negligencia do poder público diante de fatores prioritários como saúde, educação e segurança. Ademais, a maioria dos jovens de baixa renda encontra no mundo do crime uma falsa válvula de escape para a situação na qual vive. 
     Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Dessa maneira, urge que o governo federal ponha em prática o direito à segurança, baseado em melhorar as condições de trabalho dos policiais acompanhadas de fiscalização mensal de desempenho. Além de tornar obrigatórios projetos que visem à formação profissional de jovens e adolescentes em zonas de periferia, para proporcionar assim uma segunda opção de escolha para os mesmos. Dessa forma, o Brasil poderia superar essa conjuntura.