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    A violência urbana é um problema recorrente na história da humanidade. Na Roma Antiga, por exemplo, devido a grande extensão territorial alcançada no período Império, um significativo aumento de ações violentas foi observado. Atualmente, percebe-se uma conjuntura semelhante no cenário brasileiro, o qual enfrenta diariamente assassinatos, assaltos, etc. Dessa forma, tem-se como fatores agravantes da situação a grande desigualdade social e a pouca eficácia da segurança pública.
     Convém ressaltar, a princípio, que a expressiva desigualdade social é um fator determinante para o crescimento da violência urbana. A Constituição Cidadã de 1988, no artigo 6, afirma que educação, moradia, saúde, lazer, segurança são direitos sociais, todavia o Poder Executivo não efetiva esse direito. Isso faz com que o número de indivíduos em bairros precários aumente, gerando um cenário propício para o desenvolvimento da criminalidade e consequentemente a violência.
     Vale ressaltar, também, que a segurança pública é pouco eficaz no combate desses comportamentos problemáticos. De acordo com uma pesquisa realizada pelo G1, 63% dos brasileiros estão insatisfeitos com a atuação dos órgãos policiais, e não se sentem seguros no meio social. Esse dado evidencia a carência de seguridade, que muitas vezes é precária devido ao pouco policiamento, principalmente nas áreas mais carentes das cidades, favorecendo o desenvolvimento de facções que controlam esses lugares, tornando-os centros de violências. 
     Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver essa problemática. Cabe ao Estado, por meio de políticas públicas eficazes, promover a efetivação dos direitos sociais, e assim garantir que a população tenha uma melhoria da qualidade de vida, a fim de não favorecer um cenário propício ao desenvolvimento da criminalidade. Ademais, ainda o Estado, deve, por meio da abertura de concursos policiais, aumentar o número desses profissionais na sociedade, a fim de garantir a eficiência da segurança pública.