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    Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é característica da "modernidade liquida", vivida no século XX. Assim sendo, o aumento da violência urbana na sociedade brasileira é reflexo dessa inconsistência, devido a negligência do Poder Público no seu combate e a deficiente formação educacional do cidadão, que resulta num ambiente trágico. 
       Primeiramente, o estado não cumpre o seu papel no combate à criminalidade, devido a má aplicabilidade das leis e, assim, causa na sociedade um sentimento de injustiça, levando-a querer vingança. O resultado disso é o crescimento estigma: "bandido bom é bandido morto". Com isso, a taxa violência sobe, assim como disse Jean Paul Sartre, filósofo francês, “A violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota”. Faz-se imprescindível, portanto, a dissolução dessa conjuntura.
        Por conseguinte, a precariedade na educação resulta na redução dos valores morais e desvalorização da vida. Uma vez que as escolas não preparam os estudantes para exercerem a tolerância, o respeito e a empatia, o que torna corriqueiros casos de crueldades cometidos por pessoas ditas "de bem". Tal fato coloca o Brasil entre os 10 países mais violentos do mundo, como nos mostra dados da OMS (Organização Mundial da Saúde). A priori, torna-se urgente a reversão desse quadro.             Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater o crescimento da violência, causado pela fluidez nas relações em sociedade. Logo, o Estado, por meio do Poder Legislativo, deve criar leis mais duras, com o intuito de coibir ações cruéis. Além disso, através do Ministério da Educação, deve elaborar novas disciplinas curriculares que conscientizem o aluno sobre o valor da vida, tolerância, e respeito, visando torná-los cidadãos morais. Dessa forma, será possível uma comunidade que respeite a dignidade de cada indivíduo, assim, evitando casos desumanos. Só então, a sociedade poderá caminhar em direção à paz.