Violência urbana no Brasil

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    § A impactante frase de Augusto Cury "Os frágeis usam a violência e os fortes as ideias" diz muito sobre a realidade brasileira. O índice de criminalidade é proporcional à importância que o Governo Federal demonstra quanto a investir na educação de jovens. Contudo, a falta de infraestrutura adequada nas escolas e o descaso das entidades públicas em oferecer ensino de qualidade, obriga maiores gastos em segurança e policiamento - algo que não resolve o problema a longo prazo.
    § Ademais, o próprio corpo de agentes de segurança do país mostra-se despreparado: de acordo com o jornal Extra, no primeiro trimestre de 2019 foram contabilizadas 434 mortes pela polícia no Rio de Janeiro. Esse quadro chama a atenção pelo fato do estado abrigar as maiores favelas do Brasil, com grande número de crianças marginalizadas fora das escolas e, automaticamente, mais alto índice de violência urbana. Aliás, a atuação de policiais pouco preparados não colabora positivamente para a reversão do problema e, na verdade, o agrava.
    § Outrossim, o sucateamento de escolas próximas à zonas menos favorecidas não estimula os alunos a permanecerem: segundo dados do G1, 40% dos jovens de 19 anos não concluíram o ensino médio. Fica claro, então, que em regiões vulneráveis o poder público tende a investir menos ainda na educação, mesmo sendo as que mais precisam de atenção. Assim, o ciclo de criminalidade perpetua-se: pessoas em situação de fragilidade se veem sem opção, aderindo à praticas não ortodoxas para garantir o sustento, incentivadas por quem já foi corrompido pelo sistema.
    § Portanto, para formar uma sociedade de indivíduos fortes e inteligentes, de modo a driblar toda a fragilidade violenta sugerida por Augusto Cury, é necessário que o mal seja cortado pela raiz: investimento maciço do Governo Federal, por meio do Ministério da Educação, em ensino a nível fundamental e médio, além de infraestrutura adequada e digna a todos os estudantes. Afinal, segundo o pensador Nagib Neto, educação nunca foi despesa, e sim investimento.