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    O filme brasileiro "Cidade de Deus" retrata o crime organizado em uma favela do Rio de Janeiro. Uma das principais características desse local é a presença constante da violência, o que é abordado no decorrer do filme. Infelizmente, esse cenário violento sai do cinema e se faz presente no contexto urbano do Brasil, fato que acarreta consequências como a autossegregação e sequelas para a sociedade.
       É evidente que a violência urbana desperta medo e receio nos seres humanos. Com isso, uma grande parte da população opta por se isolar em condomínios fechados e seguros, o que gera a autosegregação. A banda "O Rappa" com a música "Minha Alma" deixa evidente esse cenário no trecho em que eles afirmam que a paz sem voz não é paz, mas é medo. Sendo assim, os indivíduos que possuem uma melhor condição financeira vivem aprisionados e se isolam por opção, como uma tentativa de fugir da violência.
    
       Somado a isso, as sequelas deixadas na sociedade são claras, visto que causa impactos psicológicos entre muitos. Eles decorrem da impunidade dos que praticam a violência. De acordo com o Monitor da Violência do site G1, no ano de 2018, apenas 2% dos casos de morte violenta tiveram condenados. Dessa forma, a violência urbana torna-se um problema de saúde pública, visto que afeta a saúde mental das vítimas, o que implica medidas urgentes.
    
       Fica claro, portanto, que a violência urbana no Brasil gera graves consequências. Logo, faz-se necessário que o poder Legislativo deixe as leis mais rigorosas para aqueles que praticam atos violentos, por meio de punições adequadas a fim de diminuir os impactos psicológicos nas vítimas. Ademais, é importante que o Estado, em parceria com ONG, promova a educação nas periferias, por meio de professores voluntários a fim de garantir a escolaridade dos que vivem nesses ambientes e diminuir a autossegregação. Espera-se que, assim, o cenário violento do filme "Cidade de Deus" fique apenas nos cinemas.