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    Vítimas do caos
      Promulgada em 1988, a Constituição Federal Brasileira garante a todos os indivíduos o direito à segurança e ao bem-estar social. Contudo, os altos índices de violência urbana, que ocorrem devido a desigualdade social e falhas do estado na repressão aos crimes, impedem que parcela da população desfrute desse direito na prática. Nessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.
      Em primeiro plano, urge analisar as desigualdades sociais presentes. Nesse contexto, observa-se que o Êxodo Rural, consequência do grande processo de industrialização, desencadeou a urbanização desenfreada das cidades. Diante disso, houve, também, o aumento das desigualdades sociais, que elevam a ocorrência de crimes, pois há falta de empregos, saúde e educação de qualidade aos moradores de regiões periféricas.
      Outrossim, as falhas do Estado em questões de segurança atuam como impulsionador do problema. Nesse âmbito, o Atlas da Violência de 2018, informa que, na última década, 553 mil brasileiros morreram de forma violenta. Nesse sentido, torna-se evidente que a alta incidência de homicídios está diretamente ligada à deficiência na atuação das polícias, que, por diversos fatores, não garantem a segurança necessária para a população.
      Portanto, dado o exposto, medidas são necessárias para reverter o impasse. O governo deve investir em melhorias nos programas sociais que visem garantir educação e saúde de qualidade e, com fiscalizações rigorosas, afirmar sua eficiência a fim de que haja condições de vida mais justas, empregos e, assim, minimizem o poder de aliciamento ao crime. Ademais, a Receita Federal deve direcionar maior parcela dos impostos arrecadados para melhor remunerar os policiais, com o fito de  que, dessa maneira, cumpram com mais eficácia seu papel na sociedade. Dessa forma, garantir-se-á o combate à violência urbana no Brasil.