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    Desde o processo da Revolução Industrial, o índice de violência urbana tem sido evidente. Em consequência disso, o Brasil sofre com a forte influência do legado deixado por essa época, no qual o avanço industrial ocasionou em um alto deslocamento de indivíduos para as metrópoles. Na contemporaneidade, entretanto, os habitantes da zona urbana sofrem com o crescimento desordenado das cidades, de modo que reflete diretamente no aumento do número de assaltos e homicídios. 
      É importante salientar que a violência urbana é fruto da desigualdade social e distribuição de classes. Contudo, os indivíduos de nível econômico menor, de acordo com o professor da UFMG Bráulio Figueiredo, são os mais que se afetam por viverem em locais que carecem de equipamentos e políticas públicas de prevenção à violência, incitando assim, no padrão de criminalidade desses sujeitos. 
      Não obstante, o caminho a que podem chegar esses comportamentos nem sempre diz respeito somente a furtos. A medida em que é analisado os casos de assaltos, percebe-se um padrão de homicídios ocorridos durante a ação do roubo, que na maior parte dos casos, são cometidos por disparos de arma de fogo ou instrumentos afiados. O conjunto dessas ações podem ser explicadas pelo fato da inexistência do ensino básico na formação desses sujeitos, que, de acordo com o filósofo Immanuel Kant, o sujeito é produto da educação, portanto, a condição miserável que estão inseridos e a falta de informação auxiliam no referido caráter criminoso. 
     Por conseguinte, a fim de reverter os danos sociais emergidos no processo de industrialização, devem haver melhorias educacionais por parte do Ministério da Educação (MEC), implementando palestras obrigatórias que estimulem a igualdade e vida em sociedade, por meio de atividades que trabalhem o comportamento coletivo dos alunos, de forma que, todos os seres existentes se integrem uns aos outros. Somente assim, haverá a erradicação da violência pela abertura de possibilidades que hão de vir para os mais pobres e o bom convívio de toda comunidade civil.