O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

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    Promulgada em 1988, a Constituição Federal assegura alimentação saudável para todos. Conquanto, a má nutrição da população mostra-se uma problemática a ser enfrentada. Isso se evidencia não só pelos maus hábitos familiares, como também pela influência do consumismo compulsivo.
       Um novo estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) revela que a obesidade entre crianças e adolescentes aumentou dez vezes em quatro décadas. Tal dado faz-se alarmante, posto que o uso habitual de alimentos industrializados aumenta consideravelmente. Ademais, os costumes da alimentação entre os parentes afeta diretamente na vida de quem está ao seu redor. Sendo assim, é inadmissível que os responsáveis não tenham uma dieta regulada e responsável, ensinando a forma correta de se alimentar.
       Outrossim, o capitalismo como um impulsionador direto para o consumo descontrolado é um fator estarrecedor, visto que com a globalização e o fácil acesso de alimentos processados, o nutrimento benéfico fica em segundo plano. Consoante ao filósofo Francis Bacon, "um corpo sadio é um quarto de hóspedes para a alma". Entretanto, essa relação corpo-alma proposta é quebrada quando deixamos de ter uma vida vigorosa e entregamos nossas refeições para grandes empresas alimentícias.
       Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para resolver o impasse. Urge que o Estado, mediante redirecionamento de verbas ao Ministério da Saúde, adjunto do Ministério da Educação, planeje e desenvolva projetos para diminuir as taxas de obesos e sedentários, além de incentivar, por meio das escolas e da mídia, uma vivência mais sadia e nutritiva, com o intuito de ter uma sociedade ativa e que cuida da sua saúde como prioridade. Dessa forma, a nação poder-se-á construir um lar para seu corpo e alma, e por conseguinte, aproximar-se da Constituição Cidadã.