O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

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    É possível, por intermédio da linguagem simples e coloquial do poema "Tinha uma pedra no meio do caminho", de Carlos Drummond de Andrade, fazer uma analogia a respeito dos impactos negativos dos ultraprocessados na alimentação brasileira. Sob tal paridade, entre o escrito poético e a realidade vigente, constata-se, que a problemática atua e repercute no cotidiano dos brasileiros como um verdadeiro obstáculo social a ser superado. Contudo, percalços como a má gestão das merendas escolares e a cultura do "fast food" dificultam o sobrepujar dessa adversidade.
                   De início, é importante pontuar que as políticas públicas têm papel fundamental na superação desse revés. Segundo Aristóteles, o Governo deve, acima de tudo, garantir o bem-estar da sociedade. Porém, por vezes, nota-se o descaso das autoridades públicas em relação à implementação de alimentos saudáveis ao cardápio escolar. Esse desdém favorece à formação de péssimos hábitos alimentares nas crianças e evidencia que o costume de comer produtos industrializados está, desde muito cedo, arraigado na cultura brasileira . Nesse sentido, o desleixo governamental fere os princípios aristotélicos, haja vista que o desenvolvimento de hábitos como o descrito acima colabora para um outro grave problema atual, a obesidade.
                   Ademais, a cultura do fast food (comida rápida) contribui para a acentuação da problemática. Com o crescimento e a difusão exponencial das "startups alimentícias" vieram também acompanhadas inúmeras doenças inerentes à má alimentação, as Diabetes e a Hipertensão explicitam bem esse fato. Dessa forma, é imprescindível que a população tome ciência de que uma alimentação desregrada e desbalanceada age, sobretudo, como uma porta de entrada para as demais doenças. 
                   Conclui-se, diante do exposto, que a questão dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro ainda é um problema a ser resolvido. Sendo assim, com a finalidade de minimizar esse mau, urge que o Ministério da Saúde em conjunto com o Ministério da Educação, por meio da captação e excelente otimização dos recursos enviados pelo Estado, promova inspeções aos cardápios escolares como também, a incorporação de nutricionistas ao corpo escolar, com o intuito de reestruturar os hábitos alimentares dos jovens e das crianças. Ainda assim, parte da verba deverá ser aplicada à criação de palestras para toda a população, com o objetivo de informar os males que uma má alimentação pode proporcionar ao indivíduo.