O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

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    Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. Conquanto, o alto consumo de alimentos ultraprocessados presente no padrão alimentar brasileiro impossibilita que parte da população desfrute de tal garantia. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
         A partir da chegada das máquinas, na Revolução Industrial, iniciou-se uma onda de aprimoramentos em diversos ramos, entre eles o alimentício, com o intuito de facilitar a vida do homem. Com isso, tornou-se mais prático e rápido a preparação de alguns alimentos contribuindo, favoravelmente, para aqueles que não tem tempo para cozinhar e, desfavoravelmente, para o comodismo e problemas de saúde, como a obesidade. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui uma educação alimentar de qualidade.
         Entretanto, o Brasil vem enfrentando dificuldades para implementar uma cultura saudável no padrão alimentar nacional. Segundo uma pesquisa do Ministério da Saúde, uma em cada cinco pessoas no país está acima do peso, além de haver diminuído o consumo de ingredientes considerados básicos, como o feijão. Assim sendo, a permanência desse hábito na sociedade brasileira continuará aumentando o índice de obesidade e ocasionará o crescimento de outras doenças como diabetes e hipertensão.
         Portanto, antes que os impactos dos ultraprocessados aumentem, é preciso intervir. Logo, o Ministério da Saúde junto as escolas devem promover trabalhos em grupo e atividades extraclasse relacionados aos hábitos alimentares saudáveis com o intuito de propagar mais informações e adquirir mais conhecimento sobre o assunto, tendo como resultado a conscientização social e a diminuição da obesidade. Afinal, uma vida salubre é proveitosa e duradoura.