O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

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    No documentário "Fonte da Juventude" do roteirista Estevão Ciavatta, o ambiente nutricional do Brasil é caracterizado como preocupante em decorrência de maus hábitos alimentares. Tal constatação evidencia o cotidiano de inúmeros brasileiros, que recorrem a práticas não saudáveis. Nesse contexto, é crucial discutir como a fugacidade da rotina capitalista e os apelos publicitários de indústrias alimentícias influenciam nas escolhas nutricionais dos brasileiros.
          Em primeira análise, observa-se que o cotidiano agitado da sociedade brasileira pode levar a maus hábitos, sobretudo alimentares. Isso ocorre porque o imediatismo da vida contemporânea exige que, muitas vezes, opte-se por alimentos práticos e ultraprocessados, conhecidos como "fast food". Conforme dados do Portal G1, o Brasil é o 4º país do mundo que mais consome tais alimentos, ricos em sódio e açúcares nocivos. Entretanto, a habitualidade desse tipo de refeição pode desencadear problemas de saúde, como diabetes, hipertensão arterial e aterosclerose.
        Concomitante a isso, nota-se, também, que a veiculação propagandística das indústrias de fast food pode influenciar negativamente a rotina alimentar. Publicidades voltadas, sobretudo, ao público jovem, induzem o consumo de alimentos que sofreram adição de conservantes. De acordo com o nutricionista Bruno Fischer, a atratividade visual dos fast food é o que conduz ao consumo exagerado. Embora atrativos, tais alimentos podem ser prejudiciais à saúde quando somados ao sedentarismo, pois provocam quadros graves de obesidade.
          Torna-se evidente, portanto, que é fundamental combater os maus hábitos alimentares na sociedade brasileira. Inicialmente, cabe ao Ministério da Saúde (MS) desenvolver projetos voltados à alimentação saudável, por meio de palestras e feiras com nutricionistas. Outrossim, compete também ao MS propiciar que haja punição, mediante o aparato legislativo, de empresas que divulguem seus produtos sem evidenciar as consequências do consumo. Destarte, promover saúde no Brasil.