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    O documentário americano “What the Health” expõe os impactos dos produtos processados na saúde humana e explora os motivos das principais organizações de saúde continuarem a promover esta indústria. Tal filme, desvenda a relação maliciosa entre a indústria de carne e conservantes e a indústria farmacêutica, e conta com depoimentos de médicos que são unânimes em dizer: os produtos ultraprocessados estão diretamente ligados às maiores causas de morte precoce da atualidade. Nesse contexto, a fim de compreender e atenuar essa problemática, cabe analisar a busca por praticidade na dieta alimentar brasileira, bem como os distúrbios causados por essa classe de alimentos.
      Primordialmente, nota-se que com o crescimento da economia e a globalização, as indústrias transnacionais de alimentos penetraram no mercado, aumentando a oferta de produtos instantâneos, que substituíram gradativamente as dietas tradicionais. Dessa maneira, a escassez de tempo na rotina dos brasileiros e a falta de informações, tornou a alimentação para muitos, sinônimo de rapidez e praticidade, o que leva ao consumo demasiado de alimentos industrializados - pratos prontos (congelados), massas, nuggets, sopas desidratadas, fórmulas infantis e alimentos para bebês - com quase nenhum benefício para o organismo e sem autonomia no preparo da própria comida. Assim, torna-se necessária a reeducação alimentar da população, principalmente nas dietas infantis.
      Observa-se, ainda, que doenças crônicas associadas à alimentação inadequada - obesidade, diabetes, hipertensão - têm aumentado em todo o mundo. Conforme dados do Vigitel 2014 (Vigilância de Fatores de Risco para doenças crônicas) revelam que no Brasil, temos uma prevalência de 50% de pessoas com sobrepeso, 18% de obesidade e 30% com diabetes e hipertensão. Dessa forma, tais números, são em maioria, causados pelo enfraquecimento dos padrões alimentares tradicionais, baseados em alimentos in natura e alimentos processados, substituídos  pelo consumo exacerbado de alimentos ultraprocessados. Revelando assim, o pensamento do filósofo e médico alemão, Friedrich Schiller, de que breve é a loucura, mas longo é o arrependimento.
      Destarte, é mister que sejam tomadas providências para atenuar esse impasse. Cabe ao Ministério da Saúde, promover, por meio de verbas governamentais, campanhas incentivando a alimentação in natura e expondo os impactos causados pelos ultraprocessados, como forma de informar e estimular uma dieta saudável. Urge, que o governo invista em programas de reeducação alimentar nas escolas, utilizando do apoio de nutricionistas e oferecendo uma uma dieta saudável nas merendas escolares, para assim, habituar as crianças à uma vida benigna. Ainda, pessoas com escassez de tempo, devem optar por produtos pré-prontos saudáveis, disponíveis em mercados, como saladas de pote.