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    Alimentos ultraprocessados são aqueles que passaram por processos com alto teor de sal, açúcar, gorduras, a fim de aumentar seu tempo de conservação ou, mais frequentemente, proporcionar cor, sabor, aroma e textura. No entanto, apesar de atraentes para o consumidor, a ingestão excessiva desses produtos desencadeiam diversos problemas de saúde. É o que observa-se atualmente na sociedade brasileira, o aumento de doenças como consequência da má alimentação e da rotina desgastante. 
     Convém ressaltar, a princípio, que o ritmo de vida dos brasileiros sofreu uma drástica mudança. O processo de urbanização, intensificado a partir do século XX, possibilitou que o estilo de vida pacato do meio rural fosse substituído pela rotina desgastante do meio urbano. Tal mudança influenciou diretamente os hábitos alimentares, nessa nova realidade o almoço caseiro, feito com produtos naturais, abriu espaço para o fast-food (alimentação rápida) que utiliza em grande escala alimentos ultraprocessados. 
     Em consequência disso, as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs) têm aumentado drasticamente. Com destaque para a obesidade, hipertensão e também diabetes, que segundo o Ministério da Saúde, 57,4 milhões de pessoas são diagnosticadas com pelo menos uma dessas doenças. É fato que a alimentação desequilibrada é o principal fator desencadeante desses problemas, uma vez que os ultraprocessados são pobre em micronutrientes e danificam os mecanismos naturais que sinalizam a saciedade. Dessa forma, favorecem o consumo excessivo e prejudicam a qualidade de vida de toda a sociedade. 
     Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. Cabe ao Estado, por meio do envio de recursos e mobilização do Ministério da Saúde, promover palestras educativas e campanhas eficazes com foco no prejuízo do consumo de alimentos ultraprocessados, a fim de que haja uma mudança nos hábitos alimentares da sociedade e o índice de doenças seja diminuído.