O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

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    No livro "Sem tempo a perder?" o autor e filósofo Mário Sergio Cortella defende a idéia de que o padrão de vida pós-moderno pode e dever ser questionado. Esse ponto de vista torna-se muito pertinente quando se trata do padrão alimentar atual, uma vez que o consumo de ultraprocessados tem causados impactos negativos para a sociedade brasileira, a exemplo disso têm-se a falta de alternativas saudáveis e as diversas doenças causadas pelo consumo desses alimentos. Por isso, medidas são necessárias para reverter estes problemas. 
                       Em primeiro lugar, é importante destacar que de acordo com dados da revista VEJA, os alimentos naturais representam em média apenas trinta por cento do total de opções alimentícias presentes em comércios e supermercados brasileiros, ganhando apenas nas feiras locais. Além disso, alimentos ultraprocessados tendem a ser mais baratos que os produtos naturais, fator que os torna mais atrativos aos consumidores, visto que uma pesquisa realizada pela BBC revelou que sete em cada dez brasileiros optam pelos preços em detrimento do valor nutricional durante a compra dos alimentos. Dessa forma, é importante haver uma equiparação de preços e opções no comércio nacional.
                      Ademais, é fundamental ressaltar, ainda, que o Ministério da saúde afirma que a obesidade aumentou de quinze para vinte por cento da população nacional durante os ultimo dez anos .Certamente esse crescimento está diretamente ligado ao aumento no consumo de alimentos ultraprocessados, uma vez que eles possuem alto teor calórico. Por outro lado, estudantes da universidade de Oxford ,na Inglaterra, descobriram que o consumo de industrializados acarreta também no aparecimento de depressão, fator que revela a ampla gama de problemas ocasionados pelo consumo desses alimentos.
    
                      Dessa maneira, entende-se que é primordial que o Governo do Brasil garanta  um aumento da disponibilidade de alimentos naturais no comércio brasileiro, por meio da criação de uma lei que estabeleça uma cota mínima desses alimentos, bem como por meio de incentivos fiscais para empresas em troca da redução das alternativas ultraprocessados. De maneira análoga, urge que o Ministério da Saúde em parceria com a Escola alertem a população acerca dos malefícios gerados pelo consumo de alimentos ultraprocessados, por meio de uma campanhas a nível nacional e palestras em escolas abertas a comunidade, para que a sociedade brasileira, como defendido por Mário Sergio Cortella, possa questionar o padrão alimentar atual.