O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Envie sua redação para correção
    "A saúde não esta na forma física, mas na forma de se alimentar". Essa frase do médico e nutrólogo Lair Ribeiro torna-se muito pertinente quando se trata dos impactos gerados pelos alimentos ultraprocessados. Problemas de saúde, como a obesidade, decorrente do consumo desses alimentos e a fato de serem mais baratos e acessíveis que produtos saudáveis ,são exemplos de alguns desses impactos. Dessa forma, indubitavelmente, medidas são necessárias para reverter este quadro. 
                 Em primeira análise, é fundamental destacar que o Ministério da Saúde afirma que entre os anos de 2010 e 2018 a obesidade passou de quinze para vinte por cento da população brasileira. Esse crescimento significativo está diretamente relacionado aos alimentos ultraprocessados, uma vez que o consumo desses produtos, os quais possuem alto teor calórico, aumentou proporcionalmente durante o mesmo período analisado. Além, disso, uma pesquisa realizada pela universidade de Oxford, na Inglaterra, revelou que o consumo de alimentos industrializados está relacionado a manifestação de depressão e ansiedade, o que revela a ampla gama de doenças ocasionadas por eles. Por isso, é indispensável a criação de meios para diminuir o potencial negativo dos ultraprocessados. 
                 É necessário destacar, ainda, que alimentos industrializados costumam ser mais baratos e atrativos para o consumidor , fator que aumenta ainda mais o consumo desses produtos. Segundo uma pesquisa realizada pela BBC em 2016, sete em cada dez brasileiros optam por alimentos processados por conta da diferença de valor em relação ao natural. A explicação para essa diferença de preço está ligada ao alto custo para realizar o cultivo, o armazenamento e o transporte dos produtos naturais , os quais geralmente possuem prazos de validade menor em relação aos industrializados. Portanto, deve-se criar mecanismos para haver uma equiparação entre os preços.
                    Dessa forma, entende-se que é primordial que Ministério da saúde em pareceria com a ANVISA reduzam o potencial negativo dos ultraprocessados, por meio de leis que diminuam o teor de açúcares e sais presentes nesses alimentos, bem como a proibição de produtos que estejam fora do novo padrão adotado. De maneira análoga, urge que Governo brasileiro crie mecanismos para a equiparação entre os preços de produtos industrializados e naturais, por meio de incentivos fiscais, como a anulação de impostos, para produtores locais, bem como com a criação de uma lei que garanta uma porcentagem mínima de alimentos naturais em estabelecimentos alimentícios, para que a população possa entender aquilo que foi dito pelo Dr. Lair Ribeiro.