O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

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    O documentário norte-americano, "food fight", retrata a evolução da relação entre cultura e alimentação durante os anos, além de seus impactos sobre a saúde e o meio ambiente. Analogamente, constata-se que esse impasse inseriu-se na sociedade brasileira devido ao aumento do consumo de ultraprocessados, ocasionando vários tipos de doenças na população. Dessa forma, tem-se a carência de intervenção estatal na promoção de políticas de amenização do consumo de tais alimentos, bem como a falta de informação da população sobre essas comidas como fatores que agravam o impasse no país. 
        A priori, segundo o filósofo Aristóteles, a política deve ser implantada de maneira que, por meio da justiça, a harmonia alcance um meio social. Nesse prisma, é fato que a omissão do poder público na propagação de campanhas que amenizem o consumo dos ultraprocessados rompa com tal equilíbrio social. Isso acontece devido a falta de fiscalização às empresas que abusam na composição dos produtos contendo um alto teor de sais, gorduras e açúcares, ocasionando prejuízos sérios à saúde da população e aumentando o gasto nos hospitais quando esses alimentos são ingeridos de forma constante. Além disso, percebe-se a carência de campanhas com profissionais especializados na área para alertar em os brasileiros sobre o risco de uma alimentação não saudável.
        Outrossim, é notório que a desinformação das pessoas sobre o risco da ingestão desses alimentos em excesso também corrobora para a elevação da problemática. Nesse sentido, de acordo com os dados da pesquisa jornal Folha de São Paulo, os ultraprocessados estão intimamente ligados a elevação da taxa de obesidade no país, no qual passou de 20% para 32% com a relação a esses alimentos em 2015. Com efeito, nota-se que a falta de informação e o consumismo exacerbado desses produtos prejudicam fortemente a saúde dos habitantes, uma vez que além da obesidade causam problemas como diabetes e hipertensão arterial.
         É evidente, portanto, que há entraves para alcançar o equilíbrio conforme Aristóteles. Destarte, o Governo Federal, deve ampliar o processo de fiscalização, bem como punir as empresas que abusam da quantidade de produtos nocivos à saúde nos ultraprocessados, por meio de projetos fiscalizatórios e punitivos (a partir de multas às indústrias), no fito de amenizar gradativamente a quantidade desses compostos nos alimentos. Ademais, as escolas, juntas à mídia, podem lançar campanhas com profissionais da área mostrando os riscos do consumo excessivo dessas comidas, tal como as doenças que podem causar, por intermédio de propagandas e debates nas aulas, no intento de formar cidadãos mais saudáveis e conscientes.