O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

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    A sociedade humana se modificou diversas vezes ao longo dos milhares de anos de existência. A modernidade trouxe inúmeros benefícios, como a tecnologia, que facilita a vida das pessoas em vários âmbitos. Pode-se dizer, entretanto, que os impactos negativos causados por essa afetam de maneira direta a mente e a saúde humana, principalmente no quesito da alimentação. É necessário, portanto, refletir sobre os fatores da sociedade contemporânea tecnológica que propiciam tais impactos na alimentação dos indivíduos do século XXI e suas consequências para a saúde desses. 
    Em primeira análise, atualmente a falta de tempo é um dos grandes problemas da sociedade moderna. As pessoas tem trabalhado cada vez mais incessantemente, de forma a negligenciar o lazer e a alimentação. Dessa forma, horários de pausa com curto prazo pedem refeições rasas e rápidas, contribuindo para a ingestão de alimentos processados, embalados e artificiais, fáceis de se preparar. Além disso, é fato que a indústria alimentícia, aliada à globalização, induz certos padrões de consumo vigentes atualmente, como as redes fast food. Nesse sentido, o filósofo alemão Theodor Adorno criou, no século XX, o termo "Indústria Cultural", na qual as grandes empresas dominam e controlam os meios de comunicação da massa, padronizando comportamentos e incentivando o consumismo a fim de obterem lucro. Desse modo, as grandes redes de comidas rápidas e processadas se tornaram uma febre mundial, inclusive no Brasil.
    Em segunda análise, as consequências da má alimentação do brasileiro estão cada vez mais explícitas, principalmente no que diz respeito à saúde desses. Dessa maneira, a habitual ingestão de alimentos processados acarreta na falta de nutrientes necessários para o bom funcionamento do organismo humano, o que contribui para diversas doenças, como anemia. Ademais, a má alimentação aliada ao sedentarismo favorece a obesidade, doença mundial que afeta majoritariamente os Estados Unidos, país em que há a maior ingestão de comidas prontas no mundo, com uma população de quase 40% obesa, segundo pesquisas da OMS (Organização Mundial da Saúde). 
    Infere-se, em razão do exposto acima, que medidas são necessárias para atenuar a questão. Primeiramente, o Ministério da Saúde deve propor um programa de combate