O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

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    A série documental "Cooked", disponível na Netflix, retrata a relação do homem com o ato de cozinhar e a sua importância desde os primórdios da humanidade. Contudo, na sociedade moderna atual, essa tradição foi, em grande parte, substituída pelos alimentos processados. Nesse viés, a busca pela alimentação rápida e a ilusão da compra de produtos favoráveis são as principais causas dessa alarmante mudança. 
          De fato, desde a chegada do capitalismo no panorama mundial, no século XV, o tempo parece passar mais rápido. Logo, para cumprir todas as atividades diárias, muitas vezes os trabalhadores optam pelos ultraprocessados, tendo em vista que esses, em conjunto com "fast-foods", são opções rápidas e acessíveis. Obliquamente, uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo, sobre os hábitos alimentares brasileiros, mostrou uma redução no consumo de alimentos tradicionais, como o arroz, o feijão e a farinha, substituídos pelos produtos industrializados.
    
          Outrossim, os alimentos processados costumam parecer, aos olhos do consumidor, chamativos e tentadores, devido à possível alteração de cor, aroma, textura e sabor, além, é claro, do maior prazo de validade. Diante disso, lembrar-se-á da famosa frase do filósofo inglês Thomas Hobbes, "o homem é o lobo do próprio homem". Nesse contexto, na procura pela comida esteticamente estimulante, o freguês opta pelos biscoitos recheados, salgadinhos e refrigerantes, sem ao menos perceber que esses, pela adição de substâncias sintetizadas em laboratório, farão mal à sua saúde.
    
          Assim, nota-se que os ultraprocessados geram grandes impactos no padrão alimentar brasileiro, cenário preocupante e que precisa ser mudado. Desse modo, é mister que as Organizações Não Governamentais, em conjunto com a mídia, produzam e divulguem conteúdos que alertem a população quanto aos problemas dos alimentos processados, por meio de publicações, escritas e produzidas por profissionais que se ocupem da área, em plataformas sociais e provedores de informação, como o Facebook e a Netflix. Visto que, só assim as pessoas entenderão a necessidade de cozinhar sua própria comida, como proposto pelo documentário "Cooked", e deixarão de fazer mal a si mesmas, como defende Hobbes.