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    Destoante da realidade ideal, o padrão de alimentação do brasileiro tem sido alterado, paulatinamente, e se tornado cada vez menos saudável. Nesse sentido, os alimentos ultraprocessados ganham cada vez mais espaço e, como resultado direto da sua composição, atuam prejudicando cada vez mais a saúde de milhões de brasileiros e esse é exatamente o ponto fulcral da questão. Além disso, a substituição dos pratos tradicionais pela cultura do fast-food toca em um ponto muito mais complexo, representado pela perda velada dos elementos que constituem a própria identidade nacional. Sendo assim, é mais que preciso o desenvolvimento de medidas cuja finalidade seja reverter esse processo.
    
         Nessa perspectiva, o aumento significativo das redes transnacionais de alimentos instantâneos é um dos fatores responsáveis pelo agravamento da situação. Por essa lógica, o mercado de comidas ultraprocessadas tem crescido exponencialmente, no Brasil, com um fluxo de capital estimado em torno de 82 bilhões de reais, segundo dados da Geofusion, empresa especializada em inteligência geográfica de mercado, em uma clara evidência do seu movimento de expansão acelerado e do processo de transformação gradual dos padrões de alimentação do brasileiro, cuja classe média reserva cada vez mais parte da sua renda para comer em restaurantes, de acordo com levantamento do IBGE. Por isso mesmo, é de fundamental relevância compreender essas nuances contemporâneas como forma de preparar as estratégias corretas de superação desse novo paradigma.
         Outrossim, trocar o famigerado arroz e feijão pelo hambúrguer com batatas, isto é, alterar os hábitos de uma cultura alimentar, moldada a longo de toda uma história e contexto, em prol de mais facilidade e rapidez é um ponto altamente preocupante nessa discussão. Nesse viés, não só a saúde do brasileiro perde sua qualidade, abrindo mão do quase perfeito equilíbrio de nutrientes dos pratos tradicionais, como a própria identidade nacional é, pouco a pouco, esquecida e ressignificada, até por conta de uma tendência trazida pela própria lógica da globalização, em vista da influência do meio técnico-científico-informacional, apropriando-se do termo da geografia. Desse modo, alerta-se para os perigos desse processo de substituição dos alimentos saudáveis por ultraprocessados.
         Destarte, esse novo modo de alimentação traz consigo diversos impactos negativos para a sociedade como um todo e para o indivíduo particularmente considerado. Por isso, cabe ao Estado, na figura do Ministério da Economia, aumentar as taxas de impostos sobre as franquias internacionais de fast-food, como forma de cristalizar os investimentos e aplicação nesse setor no mercado brasileiro, a fim de promover justamente sua estagnação em prol da valorização da culinária tradicional. Dessa maneira, alcançar-se-á melhores níveis de qualidade de vida para o cidadão.