O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

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    No século XVIII começa a Revolução Industrial, alterando significativamente os modelos de produção conhecidos. E, desde então, as indústrias contribuíram grandemente ao alargar a disponibilidade de produtos. No entanto, quando os alimentos passaram a figurar entre esses, surgiu um problema: a preocupação com a saúde teve seu lugar tomado pela praticidade e prazer proporcionados pela alimentação ultraprocessada, o que gerou impactos na saúde do brasileiro.
                Cada vez mais, no Brasil, adere-se à alimentação ultraprocessada, que já corresponde a mais de 20% das calorias consumidas no país. Esses alimentos possuem seu atrativo na praticidade e no sabor intensificado. A rotina hodierna e acelerada contribui para que alimentos vendidos prontos, ou de rápido preparo, como o macarrão instantâneo, sejam consumidos. Todavia, aos produtos são acrescentados muito sal, açúcar e diversos aditivos químicos para, além de conservar o alimento, realçar o sabor, o que também implica a sua preferência.
           Como consequência, observa-se índices alarmantes na saúde brasileira. Segundo o Ministério da Saúde, entre 2011 e 2016 o número de diabéticos cresceu 60%. Hoje, a obesidade acomete um a cada dois adultos, e um a cada quatro sofrem de hipertensão, e o quadro tende a piorar. De acordo com o British Medical Journal, o consumo de ultraprocessados eleva o risco de doenças cardiovasculares e de morte.
           Sendo assim, entende-se que o consumo de alimentos industrializados proporciona alto prejuízo à saúde dos brasileiros, e que é preciso amenizá-lo . Para tal, é necessário que o Ministério da Saúde, aliado à mídia, divulgue materiais informativos, como o Guia Alimentar para a População Brasileira, na televisão, nas redes sociais e em escolas, para que o conteúdo alcance ao máximo a população. Além disso, que incentive a indústria a reduzir os aditivos químicos e o sal e açúcar excessivo através de redução de impostos. Dessa forma, a saúde do brasileiro poderá deixar de ser apenas um produto industrial.