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    Cunhado por Carlos Augusto Monteiro, médico e professor da USP, o termo ultraprocessado se refere a alimentos que são feitos essencialmente a partir de matéria-prima, como batata e farinha, e aditivos que dão cor, sabor e outras características que os torna mais atraentes. Visto isso, os impactos dessas comidas no padrão alimentar de um país atinge não só a saúde como também a pluralidade dos campos de cultivo. Nesse cenário, o aumento do consumo dos mesmos tem causado grandes problemas para a população em geral. 
       Primeiramente, é notável que os ultraprocessados não possuem ingredientes, nem em quantidade nem em qualidade, para suprir toda a necessidade do corpo humano. Segundo pesquisas divulgadas pelo Ministério da Saúde, nos últimos anos houve o aumento de 67,8% de casos de obesos no Brasil. Isso acontece porque, nos dias que correm, a rotina agitada da maior parte da sociedade leva os indivíduos a busca pela praticidade, tornando-se vítimas de um sistema de marketing das empresas de produtos muitos processados, que disseminam a ideia de alimentação moderna, acessível e não prejudicial. Desse modo, a ausência de uma legislação forte, resulta no crescimento dos gastos na saúde pública devido o aumento e pessoas com hipertensão, diabetes e excesso de peso.
        Ademais, a cultura do cultivo de alimentos brasileiros, por efeito do aumento na ingestão dessas fórmulas, está se restringindo a uma monocultura de produtos de base para os ultraprocessados. Sob a ótica  do ativista Mahatma Gandhi, o futuro depende do que fazemos no presente. Nessa perspectiva, é nítido que a difusão de plantios restritos a um só produto traz problemas para as novas gerações, que serão reféns de alimentos demasiadamente processados, além do empobrecimento do solo e da agricultura,  que se sujeita a perdas de espécies nacionais e exóticas do país. Consequentemente, esses campos agrícolas produzem grandes impactos  ambientais, como o desequilíbrio ecológico, causada pela retirada da cobertura vegetal, pelo excesso de agrotóxicos, altamente prejudiciais a saúde  entre outros. 
       É imprescindível, portanto, a resolução e tal problemática. Assim, cabe ao Ministério da Saúde juntamente com a Anvisa ( agência nacional de vigilância sanitária ) proibir propagandas desses produtos nas mídias abertas, com o propósito  de diminuir o consumo, visto que essas medidas foram tomadas para com a indústria do tabaco e obtiveram efeitos. Da mesma forma, a o aumento da cobrança  de impostos das mesmas, poderá ajudar no custeio de tratamentos, na saúde pública, cabendo ao Estado promover esse plano. Compreende-se que tomada essas atitudes, as indústrias dos muito processados  seriam enfraquecidas, dando espaço para a policultura das terras do Brasil.