O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

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    No decorrer do processo de industrialização, em especial mediante às transformações trazidas com a Terceira Revolução Industrial, o Brasil e o mundo começaram a ser regidos por uma dinâmica padronizada no intuito de acompanhar o ritmo veloz das inovações modernas como é apresentado no Manifesto Futurista de Marinetti. Dentro desse contexto, a alimentação foi uma das áreas afetadas com o processo de modernização - o qual transforma substâncias in natura em pratos ultraprocessados. Com efeito, o aumento do consumo desses alimentos trazem impactos negativos ao padrão nutricional dos brasileiros e são reflexo da mudança no modelo de vida e da carência de educação alimentar.
        Sob esse viés, é palpável afirmar que na era contemporânea a sociedade brasileira é impactada com implementação de ultraprocessados no padrão alimentar. Isto é, com os avanços tecnológicos que possibilitaram às fábricas alimentícias técnicas que aumentam o prazo de validade de seus produtos,  criou-se pela própria industria o hábito de consumo desse tipo de comida, fato corroborador da Teoria do Habitus idealizada pelo sociólogo francês Pierre Bourdieu a qual afirma que os indivíduos seguem e reproduzem padrões impostos. Assim, a maioria das substâncias adicionadas a esses pratos modificam negativamente a composição dos alimentos, de maneira a tornarem-se produtos prejudiciais à saúde dos consumidores, visto que, segundo estudos, são um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas e obesidade.
         Ainda nessa perspectiva, mostra-se visível que a carência de atuação do Estado em relação a investimentos na educação alimentar da população brasileira é um empecilho para a minimização dos impactos da adição de ultraprocessados na alimentação. Ou seja, a falta de informação em relação aos males que a padronização da ingestão de produtos com alta quantidade de sal, açúcar, gorduras e texturizantes são capazes de causar a uma pessoa pode se caracterizar como uma das causas centrais do aumento do consumo desses alimentos que, consoante dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), foi de 20,3% em 1999 para 32,1% em 2009. Então, medidas demonstram-se essenciais para sanar essa problemática.
         Faz-se evidente, portanto, que com a Terceira Revolução Industrial o estilo de vida da sociedade foi modificado e trouxe consigo modelos de consumo prejudiciais à saúde dos indivíduos. Dessa forma, com o fito de minimizar os impactos de ultraprocessados no padrão nutricional brasileiro, é necessário que o Estado por meio da cobrança de impostos mais altos às industrias fornecedoras desses produtos invista essas finanças na educação alimentar dos cidadãos, de modo a instituir nas escolas o ensino básico de nutrição, para com isso promover maior conhecimento sobre os males a qual estão expostos.