Enviada em: 22/08/2019

Século XXI, a época da agilidade, da tecnologia, tudo acontece de maneira rápida. Tarefas que antes demoravam dias para serem concluídas, hoje são finalizadas em questão de horas. A rotina dos brasileiros já não é mais a mesma, seja no trabalho, no transporte, no comércio... Entretanto, a alimentação também teve de se adaptar aos novos tempos, alguns conseguiram com êxito realizar tal adaptação às suas rotinas incansáveis, assim como há aqueles que não concluíram tal façanha.   Alimentação, assunto mencionado em programas de TV, séries, documentários, comentado pelo profissionais da área (nutricionistas, engenheiros de alimentos, etc), porém, continua sendo negligenciado pela maior parte dos cidadãos. As refeições são tratadas por muitos como uma certa "obrigação", ou ainda como um tempo de descanso entre um turno do trabalho outro, já para alguns o momento do almoço, por exemplo, é um momento sagrado, de apreciar um bom alimento, nutrir seu corpo, repor energias. Mas, na maioria das vezes, há um grande empecilho, o tempo. Simplesmente não há tempo hábil para preparar uma refeição e aprecia-la com a família e amigos. Os horários e demandas trabalhistas não permitem tal momento. Tudo deve ser feito de maneira rápida. Neste momento entram em cena grandes "vilões" do século: os alimentos ultraprocessados.       Conhecidos por sua fácil preparação, tais alimentos ganham cada vez mais espaço em supermercados e nos armários das casas. Com tempo restrito, as pessoas optam por praticidade e não qualidade. O tanto de facilidade na preparação que estes alimentos detêm, na mesma proporção  possuem de elementos bioquímicos naturais e manipulados laboratorialmente que até podem demorar a apresentar efeito negativo na saúde do consumidor, mas a longo prazo são responsáveis por doenças cardiovasculares, como o entupimento das artérias pela alta concentração de LDL (colesterol "ruim") na corrente sanguínea. Outro cenário encontrado é a obesidade, seja infantil, na fase adulta ou na velhice, dados do IBGE apontaram que 40% da população apresentam obesidade sendo 14% em crianças.       O Ministério da Saúde conta com um Guia Alimentar para a População Brasileira, porém o acesso a tal guia é limitado pois não há grande marketing sobre, e boa parte da população brasileira não possui condições financeiras permissíveis à aquisição de produtos mais naturais por que muitas vezes possui um custo elevado quando comparado ao alimento ultraprocessado. O Ministério da Saúde poderia implantar exemplares do Guia em pontos estratégicos como supermercados, grandes lojas e restaurantes tornando a informação mais próxima do consumidor e acrescentar junto a ele uma tabela demonstrando os prós de uma alimentação balanceada e os malefícios consequentes dos alimentos ultraprocessados, justificando o maior investimento de tempo e dinheiro na alimentação