O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

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    “O maior erro que um homem pode cometer é sacrificar a sua saúde a qualquer outra vantagem”. A frase, do filósofo alemão Arthur Schopenhauer, exprime a ideia de que nada vale o ato de prejudicar a saúde, uma vez que o homem não tem nenhuma serventia sem ela. Analisando esse conceito atrelado à contemporaneidade, nota-se que quando se refere aos impactos dos ultraprocessados no padrão brasileiro é perceptível que com o imediatismo social, falta de tempo e os casos de baixa renda familiar a população deixa de ingerir alimentos de boa qualidade nutricional e naturais para uma nutrição baseada em industrializados com o máximo de produtos conservantes e flavorizantes que causam problemas sociais, ambientais e culturais. 
    Sob esse viés, podem-se citar os inúmeros impactos no âmbito ambiental como, o descarte inconsciente das embalagens industrializadas que muitas vezes não são biodegradáveis, o uso de agrotóxicos na primeira etapa da produção do alimento, a utilização excessiva de água na diversidade da agricultura, o desperdício de energia e emissão de poluentes nos longos trajetos de transporte das fábricas até o consumidor, na esfera social é possível analisar as diversas doenças como infartos, diabetes, acidentes vasculares que afetam o coração ou cérebro devido a ingestão indiscriminada de bolachas, enlatados e refrigerantes e, por fim, o contexto cultural no qual as grandes marcas alimentos multinacionais retiram gradativamente tradições alimentares como o caso do Brasil que está progressivamente substituindo a ingestão de arroz e feijão. 
    O resultado desse processo é uma sociedade que já possui muitos problemas na saúde e com essa mudança na alimentação adquire problemas crônicos que agregam maiores questões a serem resolvidas no Sistema Único de Saúde. Ademais, o Guia Alimentar para a População Brasileira afirma que os alimentos in natura e minimamente processados devem ganhar prioridade na alimentação, porém as circunstancias no contexto brasileiro que os alimentos de boa qualidade e saudáveis não estão disponíveis facilmente para todas as pessoas torna essa ação pouco eficiente, logo, pessoas com alto poder aquisitivo tem acesso a esse tipo de alimentação e posteriormente evitam doenças e não tem necessidade de ir ao sistema público de saúde, ou seja, quanto mais desafortunado for o cidadão mais chances ele tem de possuir uma dieta pouco natural e saudável. 
    Portanto, devem ser feitas análises nas metas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento  pela atual ministra Tereza Cristina e seus conselheiros para implementar medidas que o tornem menos preocupados com o mercado externo e mais atentos ao consumo interno para que haja melhor e mais justa distribuição de alimentos in natura para a população, realizados em todo território brasileiro.