O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

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    O documentário “What the health” analisa a relação entre a comida e a saúde da população e apresenta estudos os quais relacionam industrializados com diabetes, hipertensão e doenças cardíacas. Hodiernamente, os índices de consumo só ampliam. Nessa perspectiva, torna-se premente analisar os principais impactos desses no âmbito social: desenvolvimento de tumores malignos e da obesidade.
       Em primeira análise, é licito postular a relação entre esses alimentos e o aumento nos riscos de câncer. Segundo a Organização Mundial da Saúde, as carnes processadas estão no grupo 1 de produtos cancerígenos, ao lado do cigarro. Entretanto, seu consumo é incentivado pela mídia. Evidenciando o supracitado, Adorno e Horkheimer fala sobre a Indústria Cultural na sociedade pós-Revolução Industrial, sendo seu objetivo principal o lucro, além da idealização de produtos voltados para o consumo excessivo das massas. Como consequência, a população tende a usufruir de forma abusiva sem muitas vezes saber dos danos, uma vez que as embalagens não deixam explicito. Dessa forma, nota-se a importância de mercadorias as quais esclareçam os possíveis prejuízos à saúde.  
      É importante, ainda, salientar que o principal fator para o aumento da obesidade, e doenças relacionadas, são os alimentos industrializados. De acordo com o estudo Global Burden of Disease, os Estados Unidos é o país com maior número de obesos, sendo também o maior consumidor de produtos fabris. A explicação para o grande sucesso está no acréscimo de corantes, conservantes, acidulantes e antioxidantes, com o objetivo de aumentar sua durabilidade e realçar os sabores. Em contrapartida, essas substancias químicas causam obesidade e problemas como diabetes e hipertensão. Ademais, esses produtos são mais baratos, já que são feitos por maquinários os quais potencializam a produção e o consumidor tem maior acesso monetário. Desse modo, é indispensável o incentivo a compra de alimentos naturais. 
       Infere-se, portanto, a necessidade de medidas aptas a solucionar tais adversidades. Urge que o Poder legislativo, por meio da maior parcela de tributos a esse meio, desenvolva leis as quais obriguem as indústrias a serem transparentes quanto à composição e possíveis seguimentos de seu uso, dessa forma os consumidores terão clareza e liberdade de escolher o que for conveniente. Além disso, o Governo, em parceria público-privada com supermercados, por meio de incentivos fiscais a esses, incentive promoções por alimentos naturais, com o objetivo de estimular o consumidor. Dessa maneira, será possível fazer com que os dados do documentário tornem a decrescer.