O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

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    No filme " Wall-E" é retratado um futuro distópico, onde todo a sociedade se encontra extremamente obesa, como uma dieta baseada em refrigerantes, doces e lanches, e dependentes de robôs e máquinas para realizar ações básicas, como, por exemplo, andar. Fora da ficção, o consumo de alimentos ultraprocessados vêm se inserindo cada vez mais no padrão alimentar dos brasileiros, por esses serem mais baratos e mais práticos, além de serem vangloriados pelas mídias. Como consequência, traz problemas severos, como doenças crônicas e obesidade. 
          Em primeiro plano, é necessário perceber que o aumento do consumo dos ultraprocessados é um reflexo do menor preço deles quando comparados aos outros alimentos. Segundo um relatório da Organização Mundial da Saúde, o consumo de desses alimentos aumento em 50% na america latina. Isso se torna justificável pois, por exemplo, um refrigerante é quase duas vezes mais barato do que um suco natural. Com esse aumento do consumo, a chance de doenças como câncer e diabetes se torna mais comum.
          Por conseguinte, é importante perceber que a influência midiática sobre a população e sua constante enaltação de redes de fast foods e alimentos ultraprocessados contribuem para a inserção desses alimentos na dieta dos brasileiros. Segundo uma pesquisa realizada nos EUA pela Ogilvy-ChatThreads, os indivíduos expostos aos conteúdos da mídia digital são mais propensos a consumir esses tipos de alimentos quando comparados à aqueles que não são expostos. Assim sendo, um grave problema decorrente dessa exposição midiática é a obesidade, principalmente a infantil,pois as crianças são mais propícias a serem influenciadas.
          Infere-se, portanto, que os impactos dos alimentos ultraprocessados nos hábitos alimentares brasileiros são preocupantes. Assim sendo, o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, juntamente com redes de supermercados, devem agir em favor da população, incentivando promoções e  encontrando maneiras de reduzir o preço de produtos "in natura" e sucos naturais, a fim de estimular seu consumo pela população e assim diminuindo a comprar de produtos ultraprocessados. Aliado a isso, o Ministério da Saúde, juntamente com as mídias, devem criar propagandas que mostram os malefícios de alimentos ultraprocessados e as consequências de consumir esses em excesso, a fim de combater a enaltação dos alimentos provenientes de fast foods, assim diminuindo a incidência da obesidade e de hábitos alimentares que não são saudáveis. Feito isso, a realidade apresentada em "Wall-E" será apenas ficção.