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    No contexto social, observa-se o uso cada vez mais frequente de alimentos ultraprocessados na alimentação brasileira. Nota-se que após o advento da indústria alimentícia, o padrão alimentar dos indivíduos modificou-se de uma alimentação mais natural para outra cada vez mais processada e prática. Entretanto, é irrefutável afirmar que o consumo desenfreado dos alimentos industrializados traz graves problemas de saúde para a população, como obesidade, hipertensão e problemas cardiovasculares. Sendo assim, medidas interventivas são necessárias. 
              A variedade de alimentos ultraprocessados nos dias atuais atrelado ao seu baixo custo gera milhares de consumidores. Após a Revolução Industrial no século XIX, o surgimento da indústria alimentar e da rede de fast-foods trouxeram mais praticidade e rapidez no preparo e consumo de alimentos em uma modernidade líquida dita por Bauman, onde o capitalismo leva a uma vida cotidiana cada vez mais corrida e fluída. Atrelado a isso, pode-se citar também, que as novas gerações são impactadas pela cultura alimentar industrial e desde a infância são submetidas a uma alimentação industrializada e não mais natural e saudável. Logo, a fluidez moderna em conjunto com o capitalismo e consumo desenfreado e o marketing das marcas de alimentos industrializados promovem uma alimentação maléfica a saúde dos indivíduos e a substituição de uma vida saudável. 
                De acordo com a OMS, o consumo de alimentos ultraprocessados cresceu mais de 50% na América Latina, sendo estes um dos principais causadores de doenças crônicas. Diante disso, é notório que grande parte dos alimentos industrializados possuem em sua composição nutricional alimentos pouco nutritivos como o açúcar, gorduras, sais e corantes que o tornam maléficos a saúde quando consumido em excesso. Dessa forma, indivíduos que consomem desenfreadamente os alimentos industrializados e não possuem uma vida saudável são mais propensos a terem câncer, diabetes, problemas cardiovasculares e crônicos além de sobrepeso e obesidade. 
                     Sendo assim, é possível afirmar que a "correria do dia-a-dia" em conjunto com a facilidade de obtenção e praticidade em consumir alimentos ultraprocessados faz com que sejam cada vez mais presentes na alimentação da população brasileira. Dessa forma, é necessário que a OMS promova campanhas de saúde alimentar promovendo bons hábitos de saúde a população, além de informar os riscos que os alimentos industrializados causam a curto e longo prazo. Além disso, o Governo deve fazer com que os hospitais e postos de saúde possuam mais nutricionistas, os tornando de fácil acesso para a população. Com isso, este entrave deverá ser reduzido.